Gravuras

22 gravuras de Max Römer

  • 29 Janeiro, 2013

Max Römer, Hamburgo, (1878-1960) viveu no Funchal ao longo de 38 anos (1922-1960) e foi o artista estrangeiro que mais pintou a paisagem e o quotidiano madeirenses, deixando uma vasta obra dispersa em colecções particulares e nos museus e edifícios da Região.

Por ocasião das comemorações dos 500 anos da cidade do Funchal, foi publicado um álbum intitulado “O Funchal na obra de Max Römer“, (que pode ver na totalidade, clicando no link anterior) com reproduções da obra do pintor alemão, inventariadas e seleccionadas por Rui Camacho, e enriquecido com textos de Eberhard Axel Wilhelm, Maria Teresa Brazão e Rui Carita. Este lançamento constituiu uma justa homenagem a Max Römer e à sua obra multifacetada e, por intermédio de ambos, à cidade do Funchal que ele retratou com tanta sensibilidade e acuidade desde 1922, ano em que chegou à Madeira, até 1960, ano da sua morte.


O livro está dividido em 17 temas que ilustram o carácter multifacetado da obra de Römer, em termos temáticos e das técnicas utilizadas, e proporcionam ao leitor uma visão panorâmica da evolução da cidade do Funchal ao longo de quatro décadas – vistas gerais Este-Oeste, centro da cidade, ruas do Funchal, usos e costumes, quintas, periferias, vista Oeste-Este, vista do mar, barcos de pesca, nocturnos, desenhos a lápis (esboços), ilustrações, publicidade, cartões com motivos regionais, postais e gravuras.

Esta é uma obra notável que guarda para a posteridade a obra de um autor singular que com as suas tintas e pincéis soube dar cor e corpo a uma cidade e à cultura que lhe é própria e eternizá-las

«(…)Na Madeira, em paisagem, não há o feio. Há o bonito, há o belo e o grandioso. A paisagem é sempre diferente em cada trecho. Não há a monotonia. Pela costa recortada e acidentada, toda ela altos promontórios e pequenas praias, pelas vertentes, cheias de cultura, em que o verde varia até o verosímil, pelas montanhas, pelas povoações tão fortemente cheias de pitoresco, nós os artistas, encontramos em excesso os quadros que desejamos fixar. Em um pequeno passeio, surgem ante os nossos olhos, motivos para numerosas telas (…)»

Entrevista a Max Römer, Diário de Notícias, Funchal, 21 de Janeiro de 1932

Galeria

Gravuras de Max Römer

Fonte: Funchal 500 anos
Mais informação sobre a obra pode ser encontrada nestes blogues:
http://maxromer.blogspot.pt/
http://shipsinsulana.planetaclix.pt/maxromer.htm

Leave a Reply

Your email address will not be published. Fields marked with * are required